{"id":6784,"date":"2021-11-30T12:15:20","date_gmt":"2021-11-30T15:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ciddic.unicamp.br\/ciddic\/?p=6784"},"modified":"2021-11-30T12:15:20","modified_gmt":"2021-11-30T15:15:20","slug":"concerto-itinerante-de-retomada-osu-programa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ciddic.unicamp.br\/ciddic\/concerto-itinerante-de-retomada-osu-programa\/","title":{"rendered":"Concerto itinerante de retomada OSU [programa]"},"content":{"rendered":"<p>Orquestra Sinf\u00f4nica da Unicamp (OSU) | Concerto itinerante de retomada | Caso do Lado, 02\/12\/21 \u00c0s 19h<\/p>\n<p>Como solu\u00e7\u00e3o para os protocolos de seguran\u00e7a da Covid-19, o concerto de retomada das atividades presenciais prop\u00f5e uma experi\u00eancia incomum, um concerto itinerante onde as pessoas se deslocam com suas cadeiras para assistir aos 2 quintetos de sopros e a orquestra de cordas da OSU. Ser\u00e1 um concerto &#8220;itinerante&#8221; em diversos espa\u00e7os na Casa do Lago.<\/p>\n<p>O tema do repert\u00f3rio ser\u00e1 a m\u00fasica de concerto brasileira e as suas diferentes facetas, em estilo descontra\u00eddo, trazendo ritmos de tango, valsa brasileiras, chorinhos, como escutados na Su\u00edte Belle \u00c9poque in S\u00fcd-Amerika, do compositor e maestro J\u00falio Medaglia. Em destaque, a orquestra estar\u00e1 estreando a pe\u00e7a &#8220;Ignis&#8221;, da compositora Elodie Bouny, em refer\u00eancia aos inc\u00eandios da Amaz\u00f4nia, e dois arranjos para quinteto de metais, de obras para piano de Ernesto Nazareth, escritos pela compositora e professora Denise Garcia. Ainda no programa, as cordas tocam Contos n.1 &#8220;A cidade adormecida&#8221;, do compositor paulista Alexandre Guerra, a qual descreve uma tripula\u00e7\u00e3o cors\u00e1ria que encontra uma cidade onde as pessoas est\u00e3o congeladas no tempo, obra trazida como uma met\u00e1fora \u00e0 vida das pessoas durante a pandemia.<\/p>\n<h2>Ernesto NAZARETH (Denise Garcia, arr.) [7&#8221;]<\/h2>\n<p>Cr\u00ea e espera (1896)<br \/>\nTenebroso (tango brasileiro publicado em 1913)<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Quinteto de Metais<\/strong><br \/>\n<em>Samuel Brisolla, trompete<\/em><br \/>\n<em>Oscarindo Roque Filho, trompete<\/em><br \/>\n<em>Silvio Batista, trompa<\/em><br \/>\n<em>Jo\u00e3o Jos\u00e9 Leite, trombone<\/em><br \/>\n<em>Paulo C\u00e9sar da Silva, tuba<\/em><\/p>\n<p>O Quinteto de Metais estreia dois arranjos da compositora e professora do Instituto de Artes, Denise Garcia, de duas pe\u00e7as para piano de Ernesto Nazareth. Ele foi um pianista e compositor muito ativo nos sal\u00f5es de baile da sua \u00e9poca. Assim, seu estilo \u00e9 inspirado na m\u00fasica popular, escrita para piano, que se disseminou nas casas de fam\u00edlias abastadas, atrav\u00e9s de publica\u00e7\u00f5es para este instrumento.<\/p>\n<p>Com t\u00edtulos bastante descontra\u00eddos, como na valsa &#8220;Cr\u00ea e espera&#8221; (publicada em 1895), e no tango brasileiro &#8220;Tenebroso&#8221; (publicado em 1913) , a m\u00fasica de Nazareth se tornou muito popular tanto nos bares quanto nos teatros; Tenebroso j\u00e1 recebeu pelo menos 56 grava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Ju\u0301lio MEDAGLIA &#8211; Suite Belle E\u0301poque in S\u00fcd-Amerika (1938) [11&#8221;]<\/h2>\n<p>I. Tango: El Porche Nero<br \/>\nII. Vals Paulista<br \/>\nIII. Chorinho &#8216;Walter\u00b4s Requinta maluca<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Quinteto de Sopros<\/strong><br \/>\n<em>Jo\u00e3o Batista de Lira, flauta<\/em><br \/>\n<em>Jo\u00e3o Carlos Goehring, obo\u00e9<\/em><br \/>\n<em>Eduardo P. Freitas, clarinete<\/em><br \/>\n<em>Bruno Lopes Demarque, trompa<\/em><br \/>\n<em>Francisco J. F. Amstalden, fagote<\/em><\/p>\n<p>Composta pelo maestro e compositor J\u00falio Medaglia para o quinteto de sopros da Filarm\u00f4nica de Berlin, esta pe\u00e7a se destaca pelos ritmos cosmopolitas da m\u00fasica brasileira. O t\u00edtulo faz refer\u00eancia \u00e0s express\u00f5es art\u00edsticas prazerosamente &#8220;intoxicadas&#8221; do per\u00edodo da Belle \u00c9poche europ\u00e9ia, do final do s\u00e9culo XIX, caracterizada pelos cabar\u00e9s, cancans e o cinema.<\/p>\n<h2>Osvaldo LACERDA &#8211; Ponteio n.2 para cordas (1956) [3&#8221;]<\/h2>\n<p>Osvaldo Lacerda (1927- 2011) foi um pianista e compositor paulista. Dedicou-se intensamente ao ensino da m\u00fasica como professor de Teoria Elementar, Solfejo, Harmonia, Contraponto, An\u00e1lise Musical, Composi\u00e7\u00e3o e Orquestra\u00e7\u00e3o, tendo publicado v\u00e1rios livros, adotados em escolas de m\u00fasica no Brasil e em Portugal.<\/p>\n<p>O Ponteio n.2 \u00e9 trazido ao concerto, como lembran\u00e7a aos dez anos de morte do compositor, A pe\u00e7a mostra o movimento aconchegante de ponteio, com disson\u00e2ncias pulverizadas na pe\u00e7a \u00e0 maneira de uma bossa nova. A palavra &#8220;ponteio&#8221; \u00e9 utilizada por diversos compositores para descrever uma pe\u00e7a curta, utilizada como prel\u00fadio, mas com car\u00e1ter bem brasileiro. Remete ao ato de \u201cpontear viola\u201d, praticado por cantores caipiras antes de cantar uma can\u00e7\u00e3o, com a inten\u00e7\u00e3o de verificar a afina\u00e7\u00e3o de sua viola.<\/p>\n<h2>Elodie Bouny &#8211; Ignis (\u00e0 Amaz\u00f4nia), para cordas *estreia [5&#8243;]<\/h2>\n<p>A palavra Ignis, em latim &#8220;inc\u00eandio&#8221;, \u00e9 usada para nomear esta pe\u00e7a em refer\u00eancia aos inc\u00eandios na floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Nascida em Caracas e criada em Paris, Elodie Bouny \u00e9 violonista, arranjadora e compositora, vencedora de v\u00e1rios pr\u00eamios como int\u00e9rprete. Em 2022, sua \u00f3pera Homens de Papel ser\u00e1 estreada no Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h2>Alexandre Guerra &#8211; Conto n. 1 &#8220;A cidade adormecida&#8221;, para cordas [11&#8217;20&#8221;]<\/h2>\n<p>Conto para Cordas n.1 foi inspirada no conto &#8220;A Cidade Adormecida&#8221; de Marcel Schwob. Bastante descritiva, a pe\u00e7a narra o epis\u00f3dio de um navio cors\u00e1rio, ocupado por mercen\u00e1rios vindos de todas as partes do mundo, que trabalham em clima sombrio e ruidoso. Chegando em uma ilha, os tripulantes desembarcam e atravessam a plan\u00edcie, onde encontram a muralha de uma cidade. Ao entrar, encontram pessoas congeladas pelo tempo. Cada mercen\u00e1rio procura algu\u00e9m igual a si e ao abra\u00e7ar essas pessoas, eles adquirem a cor da pessoa. O Capit\u00e3o, estarrecido por essa cena, decide voltar ao navio, e a m\u00fasica termina com o movimento do navio do mar, como no in\u00edcio.<\/p>\n<h2>C\u00e9sar Guerra-Peixe (1914-93) e Cl\u00f3vis Pereira (1932 -) &#8211; Mour\u00e3o (3&#8217;30&#8221;)<\/h2>\n<p>Guerra-Peixe foi um compositor carioca, que tamb\u00e9m atuou como grande pesquisador do folclore e da cultura nordestina. A sua obra t\u00e3o popular &#8220;Mour\u00e3o&#8221; foi escrita em conjunto com o compositor, maestro e arranjador Clovis Pereira, o qual participou intensamente do Movimento Armorial, juntamente com Cussy de Almeida e Ariano Suassuna. O Movimento Armorial se passou nos anos 70 e visava a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura nordestina. &#8220;Mour\u00e3o&#8221; \u00e9 considerado um hino do Movimento Armorial e se caracteriza por ser uma obra de concerto, inspirada no som das rabecas do folclore nordestino.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong> | <strong>Concerto de retomada da OSU<\/strong><br \/>\nData: 02 de dezembro, \u00e0s 19 horas<br \/>\nLocal: Casa do Lago, UNICAMP<br \/>\nEvento gratuito<\/p>\n<p>Downloads: <a href=\"https:\/\/www.ciddic.unicamp.br\/ciddic\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/OSU_release_concerto_retomada.pdf\">release<\/a> | <a href=\"https:\/\/www.ciddic.unicamp.br\/ciddic\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/release_concerto_retomada-programa.pdf\">programa<\/a> | <a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.ciddic.unicamp.br\/ciddic\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/concerto_retomada.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1\">arte de divulga\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<div style=\"width: 1080px;\" 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