“A Flauta Mágica” ópera em dois atos, de W. A. Mozart

Cartaz opera a flauta mágica

A ópera “A Flauta Mágica”, de W. A. Mozart, acontece nos seguintes dias e horários:

Dias 28, 29 e 30 de setembro de 2017, 20h (quinta a sábado).

Dia 01 de outubro de 2017, 18h (domingo)

No Teatro Municipal de Paulínia.

ENTRADA: Franca.

Dando continuidade à bem-sucedida parceria com a Orquestra Sinfônica da UNICAMP, o Ópera Estúdio UNICAMP apresenta seu grande desafio de 2017: a montagem de “A Flauta Mágica” (Die Zauberflöte) K. 620, ópera em dois atos de W. A. Mozart, com libreto alemão de E. Schikaneder. Na verdade, trata-se de um Singspiel alemão, gênero musical típico da época, cuja maior característica é a alternância de trechos musicais com o diálogo falado, em vez do cantado, além da presença de personagens da cultura popular como Papagueno e Papaguena.

“A Flauta Mágica”, composta no século XVIII, foi influenciada pelos ideais iluministas que buscavam uma maior valorização da visão de um mundo racional, no qual a sabedoria aparece como elemento fundamental de busca pela justiça e igualdade entre os homens. Trata-se de uma ópera de formação que procura ilustrar as dificuldades pelas quais o homem precisa passar para deixar as trevas do pensamento medieval em direção à luz. “A Flauta Mágica” apresenta também a influência da maçonaria, da qual Mozart e Schikaneder fizeram parte.
Resultado de um período de crescente envolvimento de Mozart com a companhia de teatro de Schikaneder, “A Flauta Mágica” é hoje considerada uma das melhores óperas do compositor austríaco, apesar do momento em que foi composta ter sido a pior fase de sua vida, quando enfrentou dificuldades financeiras sérias e o distanciamento de sua esposa.
É importante ressaltar que Mozart compôs essa ópera baseado nas habilidades dos cantores que atuariam na noite de estreia, incluindo tanto cantores virtuosos quanto atores comuns de comédia, convidados para cantar na ocasião. Desse modo, alguns personagens são bastante explorados do ponto de vista técnico-vocal, como é o caso da Rainha da Noite, enquanto outros, como Papagueno e Monostatos, são mais explorados cenicamente.

Os elementos musicais e cênicos de “A Flauta Mágica” tornam complexa a montagem dessa ópera, exigindo que os cantores estejam muito bem preparados e sejam musicalmente e cenicamente dirigidos com rigor. Por outro lado, a textura musical, a orquestração, as características de cada personagem e as linhas vocais aproximam essa obra de jovens cantores, tornando-a adequada para ser executada por alunos de graduação e pós-graduação que, embora estejam em formação, já apresentam suficiente desenvolvimento técnico-musical.

No Brasil, esse tipo de realização é bastante raro no âmbito acadêmico. O projeto de montagens de óperas tem contribuído enormemente com a formação dos alunos de canto da UNICAMP que hoje apresentam destaque no cenário lírico nacional, como também, em diversos cursos de Pós-graduação em Performance nos Estados Unidos e na Alemanha.
Além de contribuir com a formação dos estudantes de canto, as montagens de óperas colocam a Orquestra Sinfônica da UNICAMP em um outro patamar, uma vez que poucas orquestras brasileiras não especializadas nesse repertório lírico apresentam óperas na íntegra.

Angelo Fernandes, diretor do projeto

SOBRE PROJETO DE RECURSOS ACESSÍVEIS

Com a ópera “A Flauta Mágica”, o CIDDIC inicia um projeto que pretende tornar suas produções mais acessíveis ao público com deficiência. Todas as récitas da ópera contam com os seguintes recursos de acessibilidade: legenda em português brasileiro atual, proporcionando uma leitura ágil e aproximando o público do texto da ópera (inicialmente pensada para atender o público surdo, essa legenda tornou-se um recurso de universalidade para essa produção artística). Também há entrada acessível e reserva de lugares para pessoas com deficiência visual, em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida. O Theatro Municipal de Paulínia conta com banheiros acessíveis a pessoas com deficiência física. Oferecemos treinamento para recepção e acompanhamento do público com deficiência. Nas récitas de quinta-feira e domingo temos uma palestra “menu” que descreve com detalhes o cenário, os figurinos e os personagens, ambientando as pessoas com deficiência visual ao enredo de “A Flauta Mágica”, bem como audiodescrição ao vivo. Exclusivamente para a récita da quinta-feira, a recepção do público surdo é feita por uma Intérprete em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Esses recursos foram construídos através de parcerias do CIDDIC com o Laboratório de Acessibilidade/BCCL e o Laboratório de TILS/PRG, ambos da Unicamp. E foi possível também por causa do engajamento da equipe de recepção de Paulínia e do próprio Theatro da cidade, que conta com estrutura arquitetônica adaptada ou já acessível.

REALIZAÇÃO – CIDDIC, OSU, Cocen, Unicamp, Coral Zíper na Boca, Coro Contemporâneo de Campinas.

APOIO – Prefeitura Municipal de Paulínia, Prefeitura Municipal de Campinas

ELENCO:
1) Quinta e Sábado:
Sarastro: Raphael Domeniche, baixo
Tamino: Tiago Roscani, tenor
Primeiro sacerdote: Willian Donizetti, barítono
Segundo sacerdote: Gustavo Caires, tenor
Rainha da Noite: Daiana Melo, soprano
Pamina: Lara Ramos, soprano
Primeira Dama: Rebeca Oliveira, soprano
Segunda Dama: Carolina Carvalho, mezzo-soprano
Terceira Dama: Nina Ferrari, contralto
Primeira criança: Sarah Nicoli, soprano
Segunda criança: Ana Meirelles, mezzo-soprano
Terceira criança: Ana Clara Silva, mezzo-soprano
Papaguena: Juliana Melleiro, soprano
Papagueno: Leandro Cavini, barítono
Monostatos: Clóvis Português, tenor
Grupo de escravos: Eduardo Lustosa, tenor; Matheus Coelho, barítono; Fernando Girotto, baixo; Vitor Italiani, baixo.

2) Sexta e domingo:
Sarastro: Raphael Domeniche, baixo
Tamino: Daniel Duarte, tenor
Primeiro sacerdote: Willian Donizetti, barítono
Segundo sacerdote: Gustavo Caires, tenor
Rainha da Noite: Maria Rúbia Andreta, soprano
Pamina: Beatriz Esposito, soprano
Primeira Dama: Rebeca Oliveira, soprano
Segunda Dama: Isabelle Zomignani, soprano
Terceira Dama: Rafaela Haddad, mezzo-soprano
Primeira criança: Sarah Nicoli, soprano
Segunda criança: Ana Meirelles, mezzo-soprano
Terceira criança: Ana Clara Silva, mezzo-soprano
Papaguena: Maria Augusta Bacellar, soprano
Papagueno: Heitor Coelho, barítono
Monostatos: Samuel Valli, tenor
Grupo de escravos: Eduardo Lustosa, tenor; Matheus Coelho, barítono; Fernando Girotto, baixo; Vitor Italiani, baixo.

Coral Unicamp “Zíper na Boca”
Coro Contemporâneo de Campinas
Orquestra Sinfônica da Unicamp

Angelo Fernandes, coordenador-geral do projeto
Felipe Venâncio, diretor de cena
Cinthia Alireti, direção musical e regência
Denise Garcia, concepção e performance do design sonoro ao piano

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