CDMC 30 anos – programação detalhada*

*sujeita a alterações.

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Mapa Unicamp CDMC 30 anos

 

 

 

 

OBSERVAÇÃO – RECITAL FUTURISMO RUSSO, MODERNISMO BRASILEIRO E ALÉM SERÁ ÀS 12H30.

Dia 1 – 25/9/2019 – quarta-feira

9h00 às 10h30 – Credenciamento e inscrições – local ELM

10h30 às 11h00 – sessão solene de abertura – local ELM

11h00 às 12h30 – Conferência de abertura – 1h15m de exposição + 15 min para debates – local ELM
Conferencista: prof. Dr. José Augusto Mannis
Mediação: profa. Dra. Denise Garcia
Título: 30 ARGUMENTOS SOBRE A MÚSICA EM SEU TEMPO: Da idealização ao desenvolvimento – Do projeto à construção – Da missão à ação
Resumo: O CDMC-Brasil/Unicamp em 30 argumentos: acesso, adaptação, adversidade, análise, arte, coragem, criação, difusão , documentação, educação, empreendimento, função, gratidão, inovação, marco, paradigma, pensamento, política, profissão, promoção, publicação, público, reconhecimento, sociedade, sonho, suporte, tempo futuro, tempo passado, tempo presente, transformação.

14h00 às 15h30 – Workshop 1 Parte 1 (continua na quinta-feira) – 1h30m de duração – workshop sobre composição
Obs. 1: o workshop será ministrado em língua estrangeira (inglês ou francês) com a presença de um intérprete. Intérprete – Stéphan Olivier Schaub
Obs. 2: os dois dias do workshop são independentes, porém com conteúdos distintos. Quem desejar, pode participar de um sem ter participado do outro. Pode também, caso deseje, participar dos dois dias.
Local: Sala Almeida Prado – Ministrante: Michel Redolfi – Título: Passeios Amazônicos (technics and ethics of capturing the forest soundcapes) – Resumo: Se é incontestável a imaginação da natureza em suas formas e cores, o mesmo se aplica para os sons que ela emite através das laringes dos mamíferos e anfíbios ou das siringes dos pássaros. Sem contar os élitros dos insetos. Houve um tempo, não muito distante, no qual todos esses emissores estranhos se afinavam para fazer zunir uma polifonia a milhares de vozes cuja partitura enigmática era escondida pelo desejo, o medo, a jubilação… Cada dia era um tonitruante poema sonoro sincronizado com a evolução da luz solar. Desde então, o planeta continua girando imperturbavelmente, mas sua banda sonora acabou sendo alterada. Cidades e estradas entrecortaram a grande partitura original em pequenos trechos isolados. Um parque aqui, um pomar ali ainda nos permitem ouvir notáveis solistas, porém a audio-diversidade do globo vai se empobrecendo na medida em que cresce o ruído de fundo industrial. Somente algumas regiões continuam a soar com a orquestração e o andamento da alvorada dos tempos. Entre elas a Amazônia, por onde andei muitas vezes em florestas virgens ao mesmo tempo em que gravava suas paisagens sonoras milenares. Graças a microfones adaptados aos ouvidos (tomada de som binaural), cenas panorâmicas foram captadas da maneira como se apresentavam no momento de minha passagem pelo labirinto verde. Não há zooms enciclopédicos sobre uma espécie, mas uma captação hiperrealista da luxuriante tapeçaria sonora que tecem conjuntamente todas as espécies vivas: no coração da selva o macaco interpela o pássaro, que responde a outro pássaro que dialogava com um sapo. Sem falar do urro do jacaré solitário. A gravação que o ouvinte descobre aqui é uma janela aberta para uma natureza exuberante na qual ele poderá escolher suas trilhas pessoais de escuta. O disco apresenta toda uma jornada, do amanhecer até a noite, em duas regiões situadas na Amazônia (Rondônia) e no Pantanal Mato-grossense. Perceberemos as diferenças entre a atmosfera sonora de uma floresta tropical úmida no primeiro local, e uma mata margeando brejos e cerrados no segundo. As tomadas de som digitais realizadas em 1992 e 1993 não foram mixadas nem submetidas a qualquer tratamento de estúdio. Elas são apresentadas com toda a sua riqueza original e se encadeiam através de curtas sobreposições (fade-in /fade-out), o que permite condensar 24 horas em aproximadamente 30 minutos.

15h50 às 17h20 – Mesa-redonda 1 – 3 debatedores – 20 min./cada, com + 30 min. para debates – local ELM
Tema: Música contemporânea: pesquisa e reflexão crítica
Mediação: profa. Dra. Adriana Mendes (UNICAMP)
Debatedores:
Regina Porto – Título: A parceria CDMC e Cultura FM de SP. Resumo: Breve relato sobre a cooperação inaugural do CDMC com o sistema público de radiodifusão educativa no Brasil: um inventário expositivo dos sete anos de parceria do CDMC-BR com a Rádio Cultura FM de São Paulo, emissora da Fundação Padre Anchieta (1990-1997). Em análise retrospectiva, os impactos promovidos pelo intercâmbio de conhecimento, pela difusão e construção de novos repertórios e pela modulação da escuta.
Profa. Dra. Maria Helena del Pozzo – Título: O ensino da música contemporânea em diferentes contextos: justificativas, desafios e estratégias – Resumo: Este estudo procura elucidar algumas questões e apresentar propostas para o ensino da música contemporânea em diferentes contextos: desde o ouvinte leigo, passando pelo aluno iniciante do piano até o aluno do curso de licenciatura em música. Para tanto, pretende mostrar justificativas, comentar os desafios e propor estratégias, incluindo, no final da apresentação, exemplos de propostas pedagógicas. Este estudo se baseia na experiência da autora, enquanto pesquisadora, pianista e professora, engajada no estudo, interpretação e ensino da música contemporânea.
Profa. Dra. Janete El Haouli – Título: ReverberAções do CDMC no ensino, pesquisa e extensão na UEL – Resumo: No ano em que o Centro de Documentação de Música Contemporânea (CDMC) da Universidade Estadual de Campinas comemora 30 anos, minha comunicação aborda uma de suas extensões, o Núcleo de Música Contemporânea da Universidade Estadual de Londrina-PR, projeto que surgiu em 1994 por meio de um convênio firmado entre as duas universidades, e ressalta as ações e o prolongamento indeterminado do conteúdo das ações desse núcleo na área da música contemporânea bem como seus desdobramentos em Londrina.

17h20 às 18h30 – Sessão de lançamento de livros – espaço reservado ao lançamento de livros dos participantes

18h30 às 19h30 – Concerto 1 – Manu Falleiros, OSU e convidados – local AP

Orquestra Sinfônica da Unicamp – OSU
Local: Sala Almeida Prado

Programa:

Jacob TV – Believer* – para saxofone barítono e audio-visual – 7min.30s.
Manu Falleiros – Pasárgada – para saxofone aquático e audio-visual – 4min.10s.
saxofone: Manu Falleiros

Harry Crowl
– Enquanto uma grande cidade dorme* – 9 min.
Maria Helena Rosa Fernandes
– Wani A’Ama*, I, II, III movimentos – 9 min.
Orquestra Sinfônica da Unicamp

Ignacio de Campos – Estudos Decomposição I – nº 1 e 2** – Piano solo – 3 min.
piano: Alexandre Zamith

Rodrigo Lima – In-Pulsos*** – para sax alto solo e 9 instrumentos –  10 min – estreia mundial
saxofone: Pedro Bittencourt
piano: Alexandre Zamith

* Partituras presentes no acervo CDMC/CIDDIC/Unicamp
**Editada a partir do manuscrito presente na Coleção Ignacio de Campos do CDMC
***Estreia mundial

Dia 2 – 26/9/2019 – quinta-feira

9h00 às 11h00 – Sessão de Comunicações 1 – primeira seção de comunicações de artigos científicos – duração de cada comunicação: 15min + 5min. para debates – locais ELM e AP

ELM – Escola Livre de Música da Unicamp
AP – Sala Almeida Prado

Sessão 1A – 26/09 – ELM
Autor(a/as/es) Título
9h Cláudia Marques Um estudo da comunicação na performance musical: dialogismo e interações
9:20h André Barbosa A construção da performance na obra para piano Eu só fico louco quando o vento sopra de nor-noroeste, de Guilherme Nascimento: uma interação entre o intérprete
09:40h Mario Marques, Manuel Falleiros A formação de uma imagética sonora para o clarone a partir do repertório de concerto.
10h Andrea Castro, Manuel Falleiros O inesperado no improvisado: o conflito entre ações improvisadas e imporvisação musical no repertório de concerto
10:20h Felipe dos Santos Silva e Manuel Falleiros Apontamentos sobre vida e obra do flautista e compositor belga Mathieu-André Reichert no Brasil
10:40h Geremias Tiófilo, Manuel Falleiros Criatividade distribuída: a relação compositor-intérprete na criação da obra “Concerto Brasileiro”
Sessão 1B – 26/09 – AP
Autor(a/as/es) Título
9h Fernando de Oliveira Magre O tango e a trama: uma análise multimidiática de “O Último Tango em Vila Parisi” de Gilberto Mendes
9:20h Rita de Cássia Domingues dos Santos Gilberto Mendes e o Pós-Minimalismo: uma pesquisa construída a partir do acervo de partituras da Biblioteca da ECA -USP e do acervo da Bangor University (UK)
09:40h Lourdes Regina Porto Acervo Koellreutter: tratamento documentário, organização do conhecimento e revisão crítica na perspectiva epistemológica da Ciência da Informação
10h Paulo Meirelles Almeida Prado (1943-2010) e suas menções verbais metafóricas
10:20h Willian Billi Lições substanciais e acidentais de Almeida Prado:
Apontamentos sobre a Edição crítica d’Os pequenos funerais cantantes ao poeta Carlos Maria de Araújo com texto de Hilda Hilst a partir dos manuscritos do acervo CDMC – CIDDIC
10:40h Carlos dos Santos Uma edição crítica da Sonata de vibrafone e piano de Almeida Prado

11h15 às 12h30 – Conferência 2 – 1h de exposição + 15 min. para debates – local ELM
Conferencista: Prof. Dr. Rodolfo Caesar
Mediação: prof. Dr. José Augusto Mannis
Título: Quatro fábulas sobre animais e a escuta
Resumo: Resultado parcial de minha pesquisa “Revisitando a Zoophonie de Hercule Florence”, na qual investigo, através da escuta, o relacionamento entre os animais, os humanos e as tecnologias. A pesquisa tem como base a gravação, a análise e a síntese de itens do universo zoofônico, isto é, dos sons produzidos por animais, conforme Florence. Apresento quatro experiências em que a intrincada relação entre os agentes leva a maiores desdobramentos.

14h00 às 15h30 – Workshop 1 Parte 2 (continuação da quarta-feira) – 1h30m de duração – workshop sobre composição
Obs. 1: o workshop será ministrado em língua estrangeira (inglês ou francês) com a presença de um intérprete
Obs. 2: os dois dias do workshop são independentes, porém com conteúdos distintos. Quem desejar, pode participar de um sem ter participado do outro. Pode também, caso deseje, participar dos dois dias.
Local: Sala Almeida Prado – Ministrante: Michel Redolfi – Título: Passeios Amazônicos (composing electro-acoustic music with soundcapes : the making of the CD “Jungles” and “A Selva”) – Resumo: Se é incontestável a imaginação da natureza em suas formas e cores, o mesmo se aplica para os sons que ela emite através das laringes dos mamíferos e anfíbios ou das siringes dos pássaros. Sem contar os élitros dos insetos. Houve um tempo, não muito distante, no qual todos esses emissores estranhos se afinavam para fazer zunir uma polifonia a milhares de vozes cuja partitura enigmática era escondida pelo desejo, o medo, a jubilação… Cada dia era um tonitruante poema sonoro sincronizado com a evolução da luz solar. Desde então, o planeta continua girando imperturbavelmente, mas sua banda sonora acabou sendo alterada. Cidades e estradas entrecortaram a grande partitura original em pequenos trechos isolados. Um parque aqui, um pomar ali ainda nos permitem ouvir notáveis solistas, porém a audio-diversidade do globo vai se empobrecendo na medida em que cresce o ruído de fundo industrial. Somente algumas regiões continuam a soar com a orquestração e o andamento da alvorada dos tempos. Entre elas a Amazônia, por onde andei muitas vezes em florestas virgens ao mesmo tempo em que gravava suas paisagens sonoras milenares. Graças a microfones adaptados aos ouvidos (tomada de som binaural), cenas panorâmicas foram captadas da maneira como se apresentavam no momento de minha passagem pelo labirinto verde. Não há zooms enciclopédicos sobre uma espécie, mas uma captação hiperrealista da luxuriante tapeçaria sonora que tecem conjuntamente todas as espécies vivas: no coração da selva o macaco interpela o pássaro, que responde a outro pássaro que dialogava com um sapo. Sem falar do urro do jacaré solitário. A gravação que o ouvinte descobre aqui é uma janela aberta para uma natureza exuberante na qual ele poderá escolher suas trilhas pessoais de escuta. O disco apresenta toda uma jornada, do amanhecer até a noite, em duas regiões situadas na Amazônia (Rondônia) e no Pantanal Mato-grossense. Perceberemos as diferenças entre a atmosfera sonora de uma floresta tropical úmida no primeiro local, e uma mata margeando brejos e cerrados no segundo. As tomadas de som digitais realizadas em 1992 e 1993 não foram mixadas nem submetidas a qualquer tratamento de estúdio. Elas são apresentadas com toda a sua riqueza original e se encadeiam através de curtas sobreposições (fade-in /fade-out), o que permite condensar 24 horas em aproximadamente 30 minutos.

12h30 às 14h00Evento paralelo – Recital “Futurismo Russo, Modernismo Brasileiro e além” – Local: Auditório do Instituto de Artes
Em parceria com o Festival Artes Vertentes e a Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná, o CDMC apresenta o recital com a violista bielorrussa Darya Filippenko e com o pianista brasileiro Luiz Gustavo de Carvalho com obras de compositores brasileiros e russos dos séculos XX e XXI, no dia 26/09/2019 (quinta-feira) às 14h, no Auditório do Instituto de Artes, e às 16h, um workshop sobre técnicas de viola.

REPERTÓRIO DO RECITAL
Mieczylaw Weinberg – Sonata para viola e piano
Claudio Santoro
– Fantasia Sul-América, para viola solo
Camargo Guarnieri – Sonata para viola e piano
Harry Crowl – Sonata do Girassol Vermelho, para viola e piano
Nicolay Roslavets – Sonata no.1

16h00 às 17h30 – Workshop sobre técnicas de viola com a bielorrussa Darya Filippenko – Local: auditório do Instituto de Artes

15h50 às 17h20 – Mesa-redonda 2 – 3 debatedores – 20 min./cada + 30 min. para debates – local ELM
Tema: Performance de música contemporânea
Mediação: prof. Dr. Fernando Hashimoto
Debatedores:
Anna Maria Kieffer – Título: O intérprete como co-autor: pesquisa, composição aberta e criação compartilhada. Resumo: Testemunho de Anna Maria Kieffer em sua participação na construção de obras com os seguintes compositores: Gilberto Mendes, Dieter Schnebel, Jocy de Oliveira, Leo Kupper, Conrado Silva, Vanderlei Lucentini e na criação compartilhada em obras de música antiga ou com temas históricos.
prof. Dr. Alexandre Zamith – Título: Implicações e expansões performativas nas práticas musicais atuais – Resumo: As reformulações, rupturas e impactos promovidos pelos movimentos musicais no transcorrer dos séculos XX e XXI afetaram não apenas os processos e resultados composicionais, mas – de maneira correlata – as práticas performativas voltadas a esses novos repertórios. O abandono de referenciais musicais ditos tonais nos âmbitos melódicos, harmônicos, texturais, métricos, formais, gestuais, sonoros etc., as novas técnicas e possibilidades de produção sonora e a relativização do conceito de obra musical, dentre outros aspectos, promoveram profundas reformulações acerca da performance musical, suas práticas, seus processos criativos e seus agentes. Novas demandas técnicas, sonoras e gestuais impulsionaram os chamados performers a novas concepções, atuações, habilidades e, em última instância, novos comportamentos. É disso que pretendemos tratar, conectando as discussões a exemplos musicais selecionados.
prof. Dr. Pedro Bittencourt – Título: Performance musical colaborativa no século XXI : abordagens e perspectivas – Resumo: A performance musical colaborativa no século XXI pode ser resultado da interação entre compositores e intérpretes em diversas formações solistas e de câmara (com e sem eletrônica) no Brasil e no mundo. Debate sobre a diversidade de influências entre instrumentistas e compositore(a)s e sobre a criação de novos limiares para essas atividades e suas realizações musicais. A performance musical colaborativa é entendida como um processo dinâmico, mutante no tempo e sujeito à espirais de ações e reações que não podem ser determinadas de antemão, pois elas emergem justamente a partir da prática musical. Essa modalidade de mediação implica na transformação. Novos papéis para compositores e instrumentistas surgem no contexto de música de câmara contemporânea, potencializando assim a criatividade musical.

18h30 às 19h30 – Concerto 2 – OSU e cantores convidados – local AP

Orquestra Sinfônica da Unicamp – OSU
Local: Sala Almeida Prado

Programa:

Denise Garcia – Branco – 18 min
solista – Leandro Cavini

Tadeu Taffarello – “Ária de Abigail”* e “Dueto de amor”* da ópera “Estevão” – 13 min – estreia mundial
solistas – Leandro Cavini e Helen Tórmina

Danilo Rossetti – Instrospecções *- 11 min
solista – Laiana Oliveira

*Estreia mundial

Dia 3 – 27/9/2019 – sexta-feira

9h00 às 11h00 – Sessão de Comunicações 2 – segunda seção de comunicações de artigos científicos – duração de cada comunicação: 15min + 5 para debates – locais ELM e AP

ELM – Escola Livre de Música da Unicamp
Auditório do GGBS – prédio da DGA

Sessão 2A – 27/09 – ELM
Autor(a/as/es) Título
9h Maria Lucia Pascoal Teoria e Análise no Brasil: memória e produção
9:20h Sergio Eduardo Silva de Caldas / Cibele A. C. Marques dos Santos O incipit musical como recurso de representação da informação em ambientes digitais
09:40h André Araujo de Oliveira As fontes disponíveis para uma história do ensino de canto orfeônico em Campinas
10h Tadeu Moraes Taffarello; Leylson Castro Carvalho; Vinícius César de Olivieira. Fundo Ignácio de Campos do CDMC/CIDDIC/Unicamp: processos de preparação dos materiais e ações preliminares
10:20h Teresinha Prada Contribuição dos acervos digitais do Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa e da emissora Antena 2 em uma pesquisa sobre guitarra clássica 
10:40h Inez Martins Gonçalves Para além das fontes de notação musical: a importância de documentos arquivísticos para a realização de pesquisa musicológica
Sessão 2B – 27/09 – Auditório GGBS (prédio da DGA)
Autor(a/as/es) Título
9h Doriana Mendes Audio Vox: catalogação e guia de escuta de obras de compositores brasileiros do gênero eletroacústica mista para voz e eletrônica no período de 1988 a 2018.
9:20h Miguel Clemente Rubio, José Fornari Junior, Manuel Falleiros, El legado saxofonístico de Elise Hall: archivo musical para el instrumento.
09:40h Lucas Quínamo Furtado de Mendonça e Tales Eduardo Pelison Botechia Criação e difusão de informação e acervos musicais em canais de Youtube
10h Itamar Vidal Junior A escrita colaborativa em vídeo-partitura
10:20h Lucas de Lima Coelho O Angelicum do Brasil e o nacionalismo cultural italiano: um acervo reaproveitado
10:40h Lucas de Lima Coelho Instrumentos de pesquisa em acervos para performance musical: panorama de orquestras e bandas brasileiras

11h00 às 12h30 – Workshop 2 – 1h30m de duração – workshop sobre técnicas instrumentais para performance de música contemporânea
Local: ELM – Ministrante: prof. Dr. Pedro Bittencourt – Título: O saxofone na música contemporânea iberamericana: técnicas estendidas ou técnicas de base? – Resumo: O saxofone é um jovem instrumento com menos de 200 anos, concebido desde o início como uma família de instrumentos (sopranino, soprano, alto, tenor, barítono, baixo), hoje em dia utilizado em todos os estilos musicais e com as mais diversas sonoridades. Essa riqueza morfológica ainda se encontra em pleno desenvolvimento, graças à performance de inúmeros músicos, das ideias desenvolvidas e transmitidas por compositores e saxofonistas e à disseminação do ensino do saxofone no mundo inteiro. Muitas obras musicais foram recentemente estreadas levando em conta essa identidade múltipla do instrumento. Nessa oficina de saxofone serão trabalhadas as suas técnicas de base no sentido mais amplo, e sempre relacionadas ao repertório. Atualmente consideramos as chamadas técnicas estendidas nos saxofones como técnicas de base benéficas aos saxofonistas, muito utilizadas inclusive com fins didáticos: aprimoramento da escuta, da embocadura, das articulações, melhora na afinação, além da expansão dos timbres, sonoridades e da tessitura alcançada. Como consequência, o repertório a ser interpretado é muito maior. Como demonstração, daremos ênfase ao recente repertório iberoamericano estreado em variadas formações com saxofones, tendo como exemplo as recentes colaborações com diversos compositores nos projetos Enlarge Your Sax e ABSTRAI ensemble.

11h15 às 12h30 – Conferência 3 – 1h de exposição + 15 min para debates – local Auditório GGBS
Conferencista: prof. Dr. Paulo Castagna
Mediação: Dr. Alexandre Abreu
Título: Desafios da catalogação da obra de compositores brasileiros
Resumo: Esta palestra apresenta reflexões sobre uma experiência de 15 anos na catalogação das obras de João de Deus de Castro Lobo (1794-1832), precedida de uma avaliação do desenvolvimento metodológico da catalogação da obra de compositores em todo o mundo, desde 1851, e dos principais métodos e soluções adotadas na catalogação da obra de compositores brasileiros, a partir de 1955. As principais questões a serem abordadas, sobre esse tipo de trabalho, são: a) modelos metodológicos; b) formas e limitações do levantamento de dados; c) abordagem crítica e sistemática nos catálogos acadêmicos; d) dificuldades do estabelecimento de autoria para os compositores mais antigos.

14h00 às 15h30 – Workshop 3 – 1h30m de duração – workshop sobre técnicas vocais para performance de música contemporânea
Local: ELM – Ministrante: Anna Maria Kieffer – Título: A Voz na Música Experimental – Resumo: O workshop está baseado, principalmente, na experiência pessoal de Anna Maria Kieffer junto a compositores a saber: Conrado Silva: Espaços Habitados – ópera; Jocy de Oliveira: Música no espaço, Fata Morgana, Liturgia do espaço – óperas; Gilberto Mendes: Ópera Aberta – teatro musical; John Cage: Songbook, Aria e Mesostics – partituras gráficas; Luciano Berio: Visages e Sequenza III; Dieter Schnebel: Die Maulwerke; Leo Kupper: AMKEA e outras obras – pesquisas sobre novos caminhos da voz;

15h50 às 17h20 – Mesa-redonda 3 – 3 debatedores – 20 min./cada + 30 min. para debates – local ELM
Tema: Criação, Memória e Documentação musical
Mediação: profa. Dra. Denise Garcia
Debatedores:
prof. Dr. Flávio Carvalho – Título: Coleção Dinorá de Carvalho – pesquisa e edição – Resumo: Breve apresentação da criação da coleção Dinorá de Carvalho formada por originais autógrafos, cópias manuscritas de obras da compositora, obras editadas, cópias de edições e outros documentos, que vieram de procedências diversas. Apontaremos os projetos desenvolvidos a partir de 2017 junto ao CIDDIC, com base no repertório presente na coleção visando a edição crítica da obra vocal completa da compositora. Este trabalho gerou a publicação do Salmo XXII – O Bom Pastor, das Peças Corais (no prelo), e na elaboração da reconstrução das 7 Canções para canto e orquestra, seguindo-se a elaboração de um novo catálogo de obras da compositora, revisitado e ampliado e uma biografia da compositora referenciada por fontes primárias disponíveis.
Harry Crowl – Título: Pesquisas (musicológicas e outras) e criação – Resumo: Discussão sobre o processo de criação de um discurso estético musical a partir das ruínas, fragmentos e releituras do passado. Antropofagia. Na literatura e poesia, Guimarães Rosa, Haroldo de Campos, Affonso Ávila. No cinema, Glauber Rocha e Júlio Bressane. Na arquitetura, Oscar Niemeyer. Na música de vanguarda, Willy Correia de Oliveira e Gilberto Mendes. Contradição dos modernistas – abandono do passado europeu e o fascínio com a arte colonial. Releituras da música do passado por compositores do séc.XX – Stravinsky, Schönberg, Berio. Exemplos de obras de Harry Crowl criadas a partir de ressignificações do passado: Aluminium Sonata – sonata clássica simples a partir de um modelo português do séc. XVIII; Tenebrae et Stellae – técnica de variação sobre motete de Lobo de Mesquita (ca.1745 – 1806); Recitativo e Ária – uso de textos sarcásticos de Gregório de Matos sobre forma do séc. XVIII, com alusão ao “Recitativo e Ária” da Bahia, anônimo, de 1759, o manuscrito mais antigo de música comprovadamente escrita no Brasil.
profa. Dra. Lenita Nogueira – Título: Duas experiências na área de documentação musical: Museu Carlos Gomes e CDMC-Brasil/Unicamp – Resumo: Serão apresentadas duas experiências ligadas à preservação da documentação e memória musical, a partir de acervos de caráter distinto, tanto em sua constituição, como no tipo de documentação. A primeira trata do Museu Carlos Gomes em Campinas, onde trabalhei na produção do catálogo e na organização do acervo, que é composto por cerca de 700 manuscritos musicais produzidos ao longo do século XIX. A segunda refere-se ao então chamado CDMC-Brasil/Unicamp, acervo constituído basicamente por documentos produzidos na segunda metade do século XX, partituras impressas e coleções de compositores brasileiros que, à época em que ali trabalhei, ainda não haviam recebido tratamento documental.

18h30 às 19h30 – Concerto 3 – música instrumental, eletroacústica e mista – local AP

Programa:

José Augusto Mannis – Le Messager de l’automne – versão para 6
guitarras elétricas* – dedicada a Alcir Pecora – 17 min.

Interprétes: GUITAR VOISIX – Luca Alves: Guitarra 1, Leandro Ligocki: Guitarra 2, Mateus Martins: Guitarra 3, Budi Garcia: Guitarra 4, Direção Musical, Alexandre Sanchez: Guitarra 5, Eduardo Lobo: Guitarra 6 (spalla) – REGÊNCIA: Cinthia Alireti

Rodolfo Caesar – A Noite em Concha – acusmática – 16 min.
difusão eletroacústica: Rodolfo Caesar

Danilo Rossetti – Proceratophrys boiei – para saxofone e eletrônica em tempo real – 12 min.
Rodolfo Valente – era como se estivéssemos vivos – para saxofone e eletrônica em tempo real – 7 min.
Saxofone: Pedro Bittencourt

(Intervalo)

Michel Redolfi – A Selva (“Forêt Vierge”) – composição de paisagens sonoras de Rondônia, Mato Grosso e Amazônia e de sequências eletroacústicas – 45 min.
Textos extraídos do livro “A Selva” de Ferreira de Castro lidos por Michael Lonsdale, traduizidos por Blaise Cendrars
Mixagem ao vivo e difusão eletroacústica – Michel Redolfi

*Estreia mundial da versão

Dia 4 – 28/9/2019 – sábado

20h00 às 21h30 – Concerto 4 – Concerto de encerramento

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas – OSMC
Regente: Noam Zur (Israel)
Solista: Luiz Fernando Venturelli (Violoncelo, Brasil)

Local de realização – Teatro Castro Mendes

Programa:

Leone Sinigaglia: Danse Piemontese, op. 31 N° 1
Antonin Dvorak: Concerto para Violoncelo, op. 104, B.191
Dinorá de Carvalho: Ouverture “Noite de São Paulo” – reconstrução a partir da partitura manuscrita disponível na Coleção Dinorá de Carvalho do CDMC/Unicamp
Georges Bizet: Sinfonia em Dó

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